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O renascimento de uma banda cool

Little Joy - Fundição Progresso - 14.08.2009

De primeira, pode ser difícil entender como o som cool e despretensioso de uma banda como o Little Joy pode dar certo em um show ao vivo, com centenas ou milhares de fãs enlouquecidos, colados no palco, berrando a letra a plenos pulmões, mesmo quando a balada é a mais calma possível. No início desse ano, quando a banda encabeçada por Rodrigo Amarante (Los Hermanos), Fabrizio Moretti (The Strokes) e Binki Shapiro fez as primeiras apresentações no Brasil, a diferença era clara: no palco, o clima era um e, na plateia, outro.

Em fevereiro, o público não perdeu uma chance de entoar um coro louvando Rodrigo Amarante, o único brasileiro feijão-com-arroz de verdade do grupo. Por mais que o líder do Little Joy mostrasse uma pequena alegria por estar em casa de novo, os quase-gringos não chegaram nem perto de fazer um mosh ou de pedir as palmas da plateia. No palco, Amarante era o grande anfitrião, que agradecia toda hora, Fabrizio era o filho pródigo que nunca voltou pra casa e Binki… ah, Binki, não tinha notado você ali…

Seis meses depois, veja só: a banda cool fez um show realmente quente. Na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, o público era maior do que na apresentação anterior, no Circo Voador. Os músicos pareciam mais livres no palco, mais maduros, mostraram canções novas pela primeira vez, arriscaram de verdade. Até Binki Shapiro (tímida para eles, esnobe para elas) batia o pandeiro nos quadris com mais felicidade! Pela primeira vez, fazia sentido ouvir ao vivo o som meio hippie, meio tropical e nada brasileiro do grupo. Uma contradição em termos, mas uma mistura que faz um bem inexplicável (só a música explica).

Quando eu ouvi a música do Little Joy pela primeira vez, no ano passado, a única coisa que eu queria era largar tudo e passar um fim de semana em uma praia tranquila, deitado numa rede, bebendo capirinha, ouvindo música, descansando… É claro que eu não fiz isso (alguns artistas têm esse poder de te fazer sonhar assim), mas depois outras pessoas me disseram sentiram mais ou menos a mesma coisa depois de ouvir o disco.

A explicação é bem clara e está nas melodias relaxantes, despretensiosas e calmas da banda. Mesmo a canção mais animada do álbum Little Joy (o único lançado até agora, em 2008) tem esse jeitão um pouco tropical, mas sem cair no caos da lambada, um pouco hippie, mas sem voltar aos anos 1970. É simplesmente um som muito, muito cool. O Little Joy não te quer e não se importa com o que você pensa… certo?

Na caixinha do disco, dentro do seu iPod, ou nos primeiros shows da banda, essa era mesmo a impressão. Mas na segunda temporada de shows no Brasil, os músicos comprovaram seu status de pequenos popstars. E foi difícil não expirar o ar blasé. O público estava diante de uma banda diferente, mais extrovertida, mais divertida. Foi surpreendente ver Binki Shapiro tomando o microfone por um momento, como mestre de cerimônias: “Thank you for coming! Obrigado!”.

Little Joy - Fundição Progresso - 14.08.2009

As primeiras notas e as primeiras batidas supercadenciadas de “No one’s better sake”, que abriu o show, já levaram a plateia àquela praia imaginária. Mas, dessa vez, não era tranquila e ninguém ficava deitado numa rede. Era uma festa de verdade. O clima havaiano também ficou longe dali quando o grupo tocou “The next time around”. Faça um exercício: ouça a versão da faixa em CD e depois imagine uma versão quase explosiva, ao vivo. É isso mesmo. Vale destacar que Binki Shapiro continua irresistível cantando as duas frases em português na canção.

Até as novas canções e covers funcionaram bem, com destaque para a versão de “Procissão”, de Gilberto Gil. A noite (curta, já que o repertório da banda é magro) acabou muito bem, no maior clima “Hey, Jude”, quando o grupo chamou ao palco Adam Green e o resto dos Dead Trees (a banda de abertura) pra cantar “Brand New Start”, o hit feel good do grupo. Em pouco mais de uma hora, o Little Joy deu uma festa pra mostrar que sabe ser cool, mas sem ser fingir que não faz questão de te agradar.

Little Joy - Fundição Progresso - 14.08.2009

Setlist – Little Joy (Rio de Janeiro, 14/08/2009)

No One’s Better Sake
How To Hang a Warhol
Unattainable
Shoulder To Shoulder
All The Hours
Midnight Voyage (The Mamas and the Papas)
With Strangers
I Agree With Your Face
Sambabylon
The Next Time Around
Don’t Watch Me Dancing
Keep Me In Mind
===
Evaporar
Procissão (Gilberto Gil)
Brand New Start

The Local

So what is The Local?
Short answer: what you want it to be.

Depois de ter feito aquele post sobre o desenvolvimento do jornalismo hiperlocal, fiquei curioso para saber se o jornal mais respeitado do mundo já desenvolvia algum projeto desse tipo. Descobri que o New York Times lançou em março um projeto piloto com dois blogs dedicados a notícias locais de três bairros do subúrbio de Nova Jersey e de dois bairros do Brooklyn. O The Local é uma página descrita pelo próprio jornal como uma experiência, um “site comunitário que vai ser um lugar em que você pode ter acesso notícias, conselhos, entretenimento, ideias e discussões sobre os assuntos que mais interessam a você“.

Na apresentação do projeto, os blogueiros do Times destacaram um dos pontos mais importantes desse novo tipo de informação: fazer jornalismo hiperlocal não é criar um agregador de notícias que caça páginas com reportagens sobre determinada cidade ou região. Significa ler, ouvir, discutir, debater, perguntar, conversar e criar um conteúdo que tenha qualidade não porque foi pensado por um grande repórter, mas porque o seu leitor pediu.

Também é interessante notar que as experiências recentes mais inovadoras do jornalismo na web têm abandonado a noção original de jornalismo participativo, em que se imaginava que o leitor seria o repórter – ou seja, sugeriria a pauta, apuraria a informação, tiraria as fotos e escreveria a reportagem. Agora, o leitor sugere a pauta e dá opinião, mas o trabalho continua nas mãos de um repórter experiente, que tem as fontes, sabe como funciona a cidade e consegue produzir uma boa reportagem em pouco tempo. Eu nem acredito que ter todo o trabalho seja o verdadeiro interesse dos leitores. Você pode cozinhar seu próprio jantar, mas se você puder comer de graça uma comida feita por um cozinheiro profissional, não faria isso? É só escolher o prato.

O site de jornalismo hiperlocal do New York Times também se baseia nesse conceito. “Nós queremos que você nos diga o que fazer”, escreveu Tina Kelley, editora do blog de Maplewood, Millburn e South Orange. “Vamos fazer perguntas para as autoridades e receber as suas perguntas e comentários. Vamos conseguir as informações. E se não conseguirmos, vamos explicar o que fizemos, passo a passo, e por que não conseguimos chegar lá. E então vamos pedir a sua ajuda para encontrar outros caminhos”.

Jornal (foto: Mariana Ribeiro)

O que você lê primeiro quando recebe o jornal em casa? As notícias da sua cidade, do país ou do mundo? Como você se informa sobre o que acontece na sua rua, na sua esquina? O que acontece em um bairro do subúrbio da sua cidade te interessa?

Recentemente, tem-se falado muito que uma das saída para “a crise dos jornais impressos” pode ser o jornalismo hiperlocal – que, em resumo, é a produção de um noticiário exclusivamente sobre a área em que ele vai ser lido ou assistido: o que acontece na esquina, o buraco na sua rua, a história do seu vizinho que foi assaltado. A ideia é exacerbar o valor-nótícia da proximidade para consolidar um público fiel: um fato que acontece perto do leitor teria sempre mais importância do que qualquer coisa que acontece no Camboja.

Escrevi alguns comentários sobre esse assunto no blog do Alec Duarte, do Webmanário, e ele deu uma explicação interessante sobre esse fenômeno: como o jornal de papel tem alcance e distribuição limitados, deveria tratar de assuntos locais já que é ali que ele vai ser lido. Na web, o acesso é universal e o interesse dos internautas tende a ser mais diversificado.

Eu, na verdade, tinha dado uma sugestão completamente diferente. Minha teoria não comprovada era de que o noticiário local tenderia a ser suprido por sites e blogs, enquanto os jornais impressos passariam se dedicar ao noticiário nacional e internacional. Pode não fazer muita lógica, mas a explicação é simples: a web é gratuita e tem um espaço virtualmente ilimitado tanto para a publicação de conteúdo quanto para a criação de veículos,o que permitiria que cada cidadezinha, cada bairro e cada rua possam ter um blog para a divulgação de notícias. A web também é a única plataforma que permite uma interação imediata entre os leitores interessados em colaborar, pedir mais informações e denunciar os seus problemas, fazendo um crowdsourcing mais abrangente.

Além disso, os jornais impressos podem sim virar veículos exclusivos de noticiário nacional e internacional. Em vez de desaparecer, os grandes veículos nacionais se fortaleceriam com a ampliação da tendência de publicar mais análises, comentários e reportagens especiais, virando uma espécie de revista diária. Jornais locais podem mesmo desaparecer, mas os grandes, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo, devem sobreviver, já que estão longe de ter um alcance limitado.

Vale destacar uma pesquisa do Pew Research Center, indicada pelo próprio Webmanário, que diz que “só 43% dos americanos acham que o fim do jornal em sua cidade teria impacto cívico na comunidade”. Ou seja, quase metade dos leitores acham que os jornais impressos não fazem a menor diferença em suas vidas.

O meio não é necessariamente a mensagem, mas vale a pena refletir sobre esse assunto.

Pega no ganzá!

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Sair em um bloco de carnaval nunca mais vai ser a mesma coisa depois que você conhecer o Two Man Sound. Quando a banda puxar “Tristeza” e “Festa para um rei negro” pelas ruas de Santa Teresa, você vai sentir um impulso incontrolável de cantar a letra com sotaque, jogar os braços pra cima e, quem sabe, até deixar o bigode crescer como se fosse 1973 de novo.

Esse trio belga de música pop é uma daquelas coisas tão bizarras que, quando descobertas mais de 30 anos depois, fazem você achar que é um projeto fake que acabou virando verdade depois de rodar pela internet. Mas pode acreditar: os três gringos gravaram mesmo música brasileira em ritmo disco – e, pelo que parece, conseguiram fazer um certo sucesso com isso. Dá só uma olhada nesse clipe de Charlie Brown”, música do Benito di Paula.


“Charlie Brown” – Two Man Sound

A nova coreografia do carnaval, com pura ginga e muito samba no pé! Além das mãozinhas do vocalista Lou Deprijck, a outra estrela desse vídeo é o percussionista Sylvain Vanholmen – que parece tudo menos brasileiro… e belga. Vale a pena conferir também o pot-pourri “Disco Samba”, a música mais divertida do grupo.


“Disco Samba” – Two Man Sound

Além de música brasileira, o Two Man Sound também ficou famoso com uma mistura inexplicável de disco e música latina. Ainda não descobri se a banda fez sucesso de verdade na época, mas não existem muitos registros sobre o trio na internet. Na Wikipedia, consta que o grupo ganhou fama na Bélgica e na Itália, e que a faixa “Que Tal America” virou um hit underground nos Estados Unidos. Não sei se essa é a versão original ou um remix, mas a música tem um sample do estilo que muito DJ de passarela toca hoje em dia e acha que tá bombando.

Outras faixas do Two Man Sound estão por aí. No YouTube, dá pra ouvir outras, até algumas canções originais do grupo, escritas e gravadas em português:

Mariana

Brasil O Brasil

So Fla-Fla

Pra quem iriam meus Oscars?

Os indicados ao Oscar desse ano são… xexelentos, pra dizer o mínimo. Mas vou manter a tradição do ano passado e tentar ver todos os concorrentes das categorias mais importantes e dar meu pitaco sobre quem deveria ganhar  – não quem vai ganhar. A propósito, não tenho nada contra a galera d’A Academia e não vou chamar eles de “os velhos da Academia”.

Vou atualizar a lista de vez em quando. Em itálico, o que eu já vi, na minha ordem de preferência.

Melhor filme
1) Quem quer ser um milionário? (Slumdog millionaire)
2) Milk – A voz da igualdade (Milk)
3) Frost/Nixon
4) O curioso caso de Benjamin Button (The curious case of Benjamin Button)

5) O leitor (The reader)

Melhor diretor
1) Danny Boyle – Quem quer ser um milionário? (Slumdog millionaire)
2) Ron Howard – Frost/Nixon
3) Gus Van Sant – Milk – A voz da igualdade (Milk)

4) David Fincher – O curioso caso Benjamin Button (The curious case…)
5) Stephen Daldry – O leitor (The reader)

Melhor ator
1) Mickey Rourke – O lutador (The wrestler)
2) Sean Penn – Milk – A voz da igualdade (Milk)
3) Frank Langella – Frost/Nixon
4) Richard Jenkins – The visitor
5) Brad Pitt – O curioso caso de Benjamin Button (The curious case…)

Melhor atriz
1) Meryl Streep – Dúvida (Doubt)
2) Melissa Leo – Frozen river
3) Kate Winslet – O leitor (The reader)
- Anne Hathaway – O casamento de Rachel (Rachel getting married)
- Angelina Jolie – A troca (Changeling)

Melhor ator coadjuvante
1) Josh Brolin – Milk – A voz da igualdade (Milk)
2) Michael Shannon – Foi apenas um sonho (Revolutionary road)
3) Philip Seymour Hoffman – Dúvida (Doubt)

- Robert Downey Jr. – Trovão tropical (Tropical thunder)
- Heath Ledger – Batman – O cavaleiro das trevas (Batman – The dark knight)

Melhor atriz coadjuvante
1) Penélope Cruz – Vicky Cristina Barcelona
2) Taraji P. Henson – O curioso caso de Benjamin Button (The curious case…)
3) Marisa Tomei – O lutador (The wrestler)
4) Amy Adams – Dúvida (Doubt)
5) Viola Davis – Dúvida (Doubt)

Melhor animação
1) Wall-E
- Bolt – Supercão (Bolt)
- Kung fu panda

Melhor roteiro original
1) Courtney Hunt – Frozen river
2) Andrew Stanton e Jim Reardon – Wall-E
3) Dustin Lance Black – Milk – A voz da igualdade (Milk)

4) Mike Leigh – Simplesmente feliz (Happy-go-lucky)
- Martin McDonagh – Na mira do chefe (In Bruges)

Melhor roteiro adaptado
1) Peter Morgan – Frost/Nixon
2) John Patrick Shanley – Dúvida (Doubt)
3) Simon Beaufoy – Quem quer ser um milionário? (Slumdog millionaire)
4) Eric Roth – O curioso caso de Benjamin Button (The curious case…)
5) David Hare – O leitor (The reader)

Melhor filme estrangeiro
- The Baader Meinhof complex – Alemanha
- Entre les murs – França
- Valsa com Bashir – Israel
- Departures – Japão
- Revanche – Áustria

Melhor trilha sonora
1) A. R. Rahman – Quem quer ser um milionário? (Slumdog millionaire)
2) Danny Elfman – Milk – A voz da igualdade (Milk)
3) Thomas Newman – Wall-E
4) Hans Zimmer – Frost/Nixon
5) Alexandre Desplat – O curioso caso de Benjamin Button (The curious case…)

- James Newton Howard – Defiance

Melhor direção de arte
1) Foi apenas um sonho (Revolutionary road)
2) O curioso caso de Benjamin Button (The curious case of Benjamin Button)

- A duquesa (The duchess)
- A troca (Changeling)
- Batman – O cavaleiro das trevas (Batman – The dark knight)

Melhor fotografia
1) Quem quer ser um milionário? (Slumdog millionaire)
2) O leitor (The reader)

3) O curioso caso de Benjamin Button (The curious case of Benjamin Button)
- A troca (Changeling)
- Batman – O cavaleiro das trevas (Batman – The dark knight)

Melhor montagem
1) Frost/Nixon
2) Milk – A voz da igualdade (Milk)
3) Quem quer ser um milionário? (Slumdog millionaire)
4) O curioso caso de Benjamin Button (The curious case of Benjamin Button)

- Batman – O cavaleiro das Trevas (Batman – The dark knight)

Melhor documentário em longa-metragem
- The betrayal (Nerakhoon) – Ellen Kuras e Thavisouk Phrasavath
- Encounters at the end of the world – Werner Herzog e Henry Kaiser
- The garden – Scott Hamilton Kennedy
- Man on wire – James Marsh e Simon Chinn
- Trouble the water – Tia Lessin e Carl Deal

Os 20 melhores álbuns de 2008

1. Vampire Weekend – Vampire Weekend

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O quê: O quarteto de indie rock de Nova York foi um dos maiores hypes do ano – e sobreviveu. O grupo mistura influências da cultura africana e toques de música erudita. O álbum lembra o genial ‘Graceland’, de Paul Simon – referência lembrada por dez em cada dez artigos sobre a banda. Neste disco de estréia, o tecladista Rostam Batmanglij se mostrou um compositor de mão cheia.

Ouça agora: ‘Cape Cod Kwassa Kwassa’ e ‘M79′.

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2. Fleet Foxes – Fleet Foxes

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O quê: De Seattle, berço do grunge, saiu o maior exemplo do renascimento da folk music nos últimos anos. Os cinco componentes têm como bastião a busca pela harmonia musical – e o objetivo é alcançado com a voz de Robin Pecknold, as melodias simples e os temas bucólicos das canções. O som do grupo de aproxima de bandas contemporâneas como Band of Horses e Iron & Wine.

Ouça agora: ‘White Winter Hymnal’ e ‘Tiger Mountain Peasant Song’.

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3. The War On Drugs – Wagonwheel Blues

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O quê: Quinteto de folk rock da Filadélfia, o The War On Drugs lançou um ótimo álbum de estréia em 2008. O disco tem toques de noise rock e claras influências de Bob Dylan e Bruce Springfield.

Ouça agora: ‘Buenos Aires Beach’ e ‘Arms Like Boulders’.

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4. TV On The Radio – Dear Science,

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O quê: Quarto disco da banda de rock experimental de Nova York que se firmou como uma das mais importantes do cenário independente desta década. A música do grupo tem nuances eletrônicas, e referências a estilos como o funk, o pós-punk e o shoegazing.

Ouça agora: ‘Lover’s Day’ e ‘Dancing Choose’.

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5. Conor Oberst – Conor Oberst

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O quê: Um dos maiores compositores contemporâneos lançou seu primeiro álbum “solo” desde que estourou com o indie folk do Bright Eyes. “Solo” porque Oberst foi acompanhado pela Mystic Valley Band – banda que gravou o disco com o cantor em um vale místico no México.

Ouça agora: ‘Cape Canaveral’, ‘Get-Well-Cards’ e ‘Lenders In The Temple’.

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6. Marnie Stern – This Is It And I Am It And You Are It And So Is That And He Is It And She Is It And It Is It And That Is That

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O quê: O título quilométrico é do segundo disco dessa ótima guitarrista americana de rock experimental. Aos 31 anos, Marnie Stern toca solos sensacionais e canta agressivamente, mesmo quando as letras são suaves (e sem muito sentido).

Ouça agora: ‘Prime’ e ‘Transformer’.

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7. Born Ruffians – Red Yellow and Blue

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O quê: Um trio canadense de puro indie rock. Muita gente comparou o estilo do grupo ao do Vampire Weekend, mas, de primeira, o disco lembra a estréia do Clap Your Hands Say Yeah, em 2005.  Vale a referência pelo vocal esganiçado e pelas melodias que se aproximam do power pop.

Ouça agora: ‘Little Garçon’ e ‘I Need A Life’.

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8. Department of Eagles – In Ear Park

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O quê: Um disco genial da dupla encabeçada por Daniel Rossen, líder do Grizzly Bear. Esse álbum do Department of Eagles (teoricamente o terceiro da banda) tem um quê de experimental, mas é tão acessível quanto qualquer álbum de rock alternativo. A sonoridade gótica e as melodias freak-folk são a base de canções destinadas a se tornarem clássicas.

Ouça agora: ‘No One Does It Like You’ e ‘Around The Bay’.

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9. The Dodos – Visiter

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O quê: Ninguém poderia ter criado uma definição sonora melhor para o estilo psych-folk. O trio de São Francisco liderado por Meric Long captou em som uma verdadeira atmosfera de caos. A percussão acelerada, os instrumentos que parecem tocados por impulso e o vocal sereno parecem nunca estar no mesmo compasso. Mas é só entrar no clima pra perceber que é no caos que se forma a parte mais interessante da harmonia.

Ouça agora: ‘Walking’ e ‘Red and Purple’.

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10. The Ruby Suns – Sea Lion

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O quê: O som do grupo neozelandês tem todo o jeitão de um indie pop sofisticado, mas o estilo do The Ruby Suns é mais elaborado do que isso. As melodias estão longe do estilo fofinho das bandas convencionais de twee e têm na raiz a diversidade da world music. Pra provar isso, vale até cantar em Māori, língua indígena falada na Nova Zeândia.

Ouça agora: ‘Tane Mahuta’ e ‘Oh, Mojave’.

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11. Little Joy – Little Joy

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Ouça agora: ‘The Next Time Around’ e ‘Brand New Start’.

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12. Bon Iver – Bon Iver

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Ouça agora: ‘Skinny Love’ e ‘For Emma’.

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13. Noah And The Whale – Peaceful The World Lays Me Down

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Ouça agora: ’2 Atoms In A Molecule’.

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14. Titus Andronicus – The Airing Of Grievances

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Ouça agora: ‘Fear And Loathing In Mahwah, NJ’.

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15. She & Him – Volume One

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Ouça agora: ‘Why Do You Let Me Stay Here?’ e ‘I Was Made For You’.

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16. Lykke Li – Youth Novels

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Ouça agora: ‘Dance Dance Dance’ e ‘I’m Good, I’m Gone’.

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17. The Very Best (Esau Mwamwaya & Radioclit) – The Very Best Mixtape

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Ouça agora: ‘Cape Cod Kwassa Kwassa’ e ‘Kamphopo’.

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18. Scarlett Johansson – Anywhere I Lay My Head

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Ouça agora: ‘Anywhere I Lay My Head’ e ‘Falling Down’.

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19. Blitzen Trapper – Furr

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Ouça agora: ‘Furr’.

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20. Hercules and Love Affair – Hercules and Love Affair

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Ouça agora: ‘Blind’.

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As 15 melhores canções de 2008

1. Bon Iver – Skinny Love

2. Born Ruffians – Little Garçon

3. Department of Eagles – No One Does It Like You

4. Hot Chip – Ready For The Floor

5. Hercules and Love Affair – Blind

6. Conor Oberst – Cape Canaveral

7. Vampire Weekend – Cape Cod Kwassa Kwassa

8. TV On The Radio – Lover’s Day

9. Little Joy – The Next Time Around

10. Fleet Foxes – White Winter Hymnal

11. Black Kids – I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You

12. Lykke Li – Dance Dance Dance

13. Be Your Own Pet – Becky

14. Sigur Rós – Gobbledigook

15. MGMT – Time To Pretend

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