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The Local

So what is The Local?
Short answer: what you want it to be.

Depois de ter feito aquele post sobre o desenvolvimento do jornalismo hiperlocal, fiquei curioso para saber se o jornal mais respeitado do mundo já desenvolvia algum projeto desse tipo. Descobri que o New York Times lançou em março um projeto piloto com dois blogs dedicados a notícias locais de três bairros do subúrbio de Nova Jersey e de dois bairros do Brooklyn. O The Local é uma página descrita pelo próprio jornal como uma experiência, um “site comunitário que vai ser um lugar em que você pode ter acesso notícias, conselhos, entretenimento, ideias e discussões sobre os assuntos que mais interessam a você“.

Na apresentação do projeto, os blogueiros do Times destacaram um dos pontos mais importantes desse novo tipo de informação: fazer jornalismo hiperlocal não é criar um agregador de notícias que caça páginas com reportagens sobre determinada cidade ou região. Significa ler, ouvir, discutir, debater, perguntar, conversar e criar um conteúdo que tenha qualidade não porque foi pensado por um grande repórter, mas porque o seu leitor pediu.

Também é interessante notar que as experiências recentes mais inovadoras do jornalismo na web têm abandonado a noção original de jornalismo participativo, em que se imaginava que o leitor seria o repórter – ou seja, sugeriria a pauta, apuraria a informação, tiraria as fotos e escreveria a reportagem. Agora, o leitor sugere a pauta e dá opinião, mas o trabalho continua nas mãos de um repórter experiente, que tem as fontes, sabe como funciona a cidade e consegue produzir uma boa reportagem em pouco tempo. Eu nem acredito que ter todo o trabalho seja o verdadeiro interesse dos leitores. Você pode cozinhar seu próprio jantar, mas se você puder comer de graça uma comida feita por um cozinheiro profissional, não faria isso? É só escolher o prato.

O site de jornalismo hiperlocal do New York Times também se baseia nesse conceito. “Nós queremos que você nos diga o que fazer”, escreveu Tina Kelley, editora do blog de Maplewood, Millburn e South Orange. “Vamos fazer perguntas para as autoridades e receber as suas perguntas e comentários. Vamos conseguir as informações. E se não conseguirmos, vamos explicar o que fizemos, passo a passo, e por que não conseguimos chegar lá. E então vamos pedir a sua ajuda para encontrar outros caminhos”.

Jornal (foto: Mariana Ribeiro)

O que você lê primeiro quando recebe o jornal em casa? As notícias da sua cidade, do país ou do mundo? Como você se informa sobre o que acontece na sua rua, na sua esquina? O que acontece em um bairro do subúrbio da sua cidade te interessa?

Recentemente, tem-se falado muito que uma das saída para “a crise dos jornais impressos” pode ser o jornalismo hiperlocal – que, em resumo, é a produção de um noticiário exclusivamente sobre a área em que ele vai ser lido ou assistido: o que acontece na esquina, o buraco na sua rua, a história do seu vizinho que foi assaltado. A ideia é exacerbar o valor-nótícia da proximidade para consolidar um público fiel: um fato que acontece perto do leitor teria sempre mais importância do que qualquer coisa que acontece no Camboja.

Escrevi alguns comentários sobre esse assunto no blog do Alec Duarte, do Webmanário, e ele deu uma explicação interessante sobre esse fenômeno: como o jornal de papel tem alcance e distribuição limitados, deveria tratar de assuntos locais já que é ali que ele vai ser lido. Na web, o acesso é universal e o interesse dos internautas tende a ser mais diversificado.

Eu, na verdade, tinha dado uma sugestão completamente diferente. Minha teoria não comprovada era de que o noticiário local tenderia a ser suprido por sites e blogs, enquanto os jornais impressos passariam se dedicar ao noticiário nacional e internacional. Pode não fazer muita lógica, mas a explicação é simples: a web é gratuita e tem um espaço virtualmente ilimitado tanto para a publicação de conteúdo quanto para a criação de veículos,o que permitiria que cada cidadezinha, cada bairro e cada rua possam ter um blog para a divulgação de notícias. A web também é a única plataforma que permite uma interação imediata entre os leitores interessados em colaborar, pedir mais informações e denunciar os seus problemas, fazendo um crowdsourcing mais abrangente.

Além disso, os jornais impressos podem sim virar veículos exclusivos de noticiário nacional e internacional. Em vez de desaparecer, os grandes veículos nacionais se fortaleceriam com a ampliação da tendência de publicar mais análises, comentários e reportagens especiais, virando uma espécie de revista diária. Jornais locais podem mesmo desaparecer, mas os grandes, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo, devem sobreviver, já que estão longe de ter um alcance limitado.

Vale destacar uma pesquisa do Pew Research Center, indicada pelo próprio Webmanário, que diz que “só 43% dos americanos acham que o fim do jornal em sua cidade teria impacto cívico na comunidade”. Ou seja, quase metade dos leitores acham que os jornais impressos não fazem a menor diferença em suas vidas.

O meio não é necessariamente a mensagem, mas vale a pena refletir sobre esse assunto.

Pega no ganzá!

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Sair em um bloco de carnaval nunca mais vai ser a mesma coisa depois que você conhecer o Two Man Sound. Quando a banda puxar “Tristeza” e “Festa para um rei negro” pelas ruas de Santa Teresa, você vai sentir um impulso incontrolável de cantar a letra com sotaque, jogar os braços pra cima e, quem sabe, até deixar o bigode crescer como se fosse 1973 de novo.

Esse trio belga de música pop é uma daquelas coisas tão bizarras que, quando descobertas mais de 30 anos depois, fazem você achar que é um projeto fake que acabou virando verdade depois de rodar pela internet. Mas pode acreditar: os três gringos gravaram mesmo música brasileira em ritmo disco – e, pelo que parece, conseguiram fazer um certo sucesso com isso. Dá só uma olhada nesse clipe de Charlie Brown”, música do Benito di Paula.


“Charlie Brown” – Two Man Sound

A nova coreografia do carnaval, com pura ginga e muito samba no pé! Além das mãozinhas do vocalista Lou Deprijck, a outra estrela desse vídeo é o percussionista Sylvain Vanholmen – que parece tudo menos brasileiro… e belga. Vale a pena conferir também o pot-pourri “Disco Samba”, a música mais divertida do grupo.


“Disco Samba” – Two Man Sound

Além de música brasileira, o Two Man Sound também ficou famoso com uma mistura inexplicável de disco e música latina. Ainda não descobri se a banda fez sucesso de verdade na época, mas não existem muitos registros sobre o trio na internet. Na Wikipedia, consta que o grupo ganhou fama na Bélgica e na Itália, e que a faixa “Que Tal America” virou um hit underground nos Estados Unidos. Não sei se essa é a versão original ou um remix, mas a música tem um sample do estilo que muito DJ de passarela toca hoje em dia e acha que tá bombando.

Outras faixas do Two Man Sound estão por aí. No YouTube, dá pra ouvir outras, até algumas canções originais do grupo, escritas e gravadas em português:

Mariana

Brasil O Brasil

So Fla-Fla

Pra quem iriam meus Oscars?

Os indicados ao Oscar desse ano são… xexelentos, pra dizer o mínimo. Mas vou manter a tradição do ano passado e tentar ver todos os concorrentes das categorias mais importantes e dar meu pitaco sobre quem deveria ganhar  – não quem vai ganhar. A propósito, não tenho nada contra a galera d’A Academia e não vou chamar eles de “os velhos da Academia”.

Vou atualizar a lista de vez em quando. Em itálico, o que eu já vi, na minha ordem de preferência.

Melhor filme
1) Quem quer ser um milionário? (Slumdog millionaire)
2) Milk – A voz da igualdade (Milk)
3) Frost/Nixon
4) O curioso caso de Benjamin Button (The curious case of Benjamin Button)

5) O leitor (The reader)

Melhor diretor
1) Danny Boyle – Quem quer ser um milionário? (Slumdog millionaire)
2) Ron Howard – Frost/Nixon
3) Gus Van Sant – Milk – A voz da igualdade (Milk)

4) David Fincher – O curioso caso Benjamin Button (The curious case…)
5) Stephen Daldry – O leitor (The reader)

Melhor ator
1) Mickey Rourke – O lutador (The wrestler)
2) Sean Penn – Milk – A voz da igualdade (Milk)
3) Frank Langella – Frost/Nixon
4) Richard Jenkins – The visitor
5) Brad Pitt – O curioso caso de Benjamin Button (The curious case…)

Melhor atriz
1) Meryl Streep – Dúvida (Doubt)
2) Melissa Leo – Frozen river
3) Kate Winslet – O leitor (The reader)
- Anne Hathaway – O casamento de Rachel (Rachel getting married)
- Angelina Jolie – A troca (Changeling)

Melhor ator coadjuvante
1) Josh Brolin – Milk – A voz da igualdade (Milk)
2) Michael Shannon – Foi apenas um sonho (Revolutionary road)
3) Philip Seymour Hoffman – Dúvida (Doubt)

- Robert Downey Jr. – Trovão tropical (Tropical thunder)
- Heath Ledger – Batman – O cavaleiro das trevas (Batman – The dark knight)

Melhor atriz coadjuvante
1) Penélope Cruz – Vicky Cristina Barcelona
2) Taraji P. Henson – O curioso caso de Benjamin Button (The curious case…)
3) Marisa Tomei – O lutador (The wrestler)
4) Amy Adams – Dúvida (Doubt)
5) Viola Davis – Dúvida (Doubt)

Melhor animação
1) Wall-E
- Bolt – Supercão (Bolt)
- Kung fu panda

Melhor roteiro original
1) Courtney Hunt – Frozen river
2) Andrew Stanton e Jim Reardon – Wall-E
3) Dustin Lance Black – Milk – A voz da igualdade (Milk)

4) Mike Leigh – Simplesmente feliz (Happy-go-lucky)
- Martin McDonagh – Na mira do chefe (In Bruges)

Melhor roteiro adaptado
1) Peter Morgan – Frost/Nixon
2) John Patrick Shanley – Dúvida (Doubt)
3) Simon Beaufoy – Quem quer ser um milionário? (Slumdog millionaire)
4) Eric Roth – O curioso caso de Benjamin Button (The curious case…)
5) David Hare – O leitor (The reader)

Melhor filme estrangeiro
- The Baader Meinhof complex – Alemanha
- Entre les murs – França
- Valsa com Bashir – Israel
- Departures – Japão
- Revanche – Áustria

Melhor trilha sonora
1) A. R. Rahman – Quem quer ser um milionário? (Slumdog millionaire)
2) Danny Elfman – Milk – A voz da igualdade (Milk)
3) Thomas Newman – Wall-E
4) Hans Zimmer – Frost/Nixon
5) Alexandre Desplat – O curioso caso de Benjamin Button (The curious case…)

- James Newton Howard – Defiance

Melhor direção de arte
1) Foi apenas um sonho (Revolutionary road)
2) O curioso caso de Benjamin Button (The curious case of Benjamin Button)

- A duquesa (The duchess)
- A troca (Changeling)
- Batman – O cavaleiro das trevas (Batman – The dark knight)

Melhor fotografia
1) Quem quer ser um milionário? (Slumdog millionaire)
2) O leitor (The reader)

3) O curioso caso de Benjamin Button (The curious case of Benjamin Button)
- A troca (Changeling)
- Batman – O cavaleiro das trevas (Batman – The dark knight)

Melhor montagem
1) Frost/Nixon
2) Milk – A voz da igualdade (Milk)
3) Quem quer ser um milionário? (Slumdog millionaire)
4) O curioso caso de Benjamin Button (The curious case of Benjamin Button)

- Batman – O cavaleiro das Trevas (Batman – The dark knight)

Melhor documentário em longa-metragem
- The betrayal (Nerakhoon) – Ellen Kuras e Thavisouk Phrasavath
- Encounters at the end of the world – Werner Herzog e Henry Kaiser
- The garden – Scott Hamilton Kennedy
- Man on wire – James Marsh e Simon Chinn
- Trouble the water – Tia Lessin e Carl Deal

Os 20 melhores álbuns de 2008

1. Vampire Weekend – Vampire Weekend

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O quê: O quarteto de indie rock de Nova York foi um dos maiores hypes do ano – e sobreviveu. O grupo mistura influências da cultura africana e toques de música erudita. O álbum lembra o genial ‘Graceland’, de Paul Simon – referência lembrada por dez em cada dez artigos sobre a banda. Neste disco de estréia, o tecladista Rostam Batmanglij se mostrou um compositor de mão cheia.

Ouça agora: ‘Cape Cod Kwassa Kwassa’ e ‘M79′.

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2. Fleet Foxes – Fleet Foxes

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O quê: De Seattle, berço do grunge, saiu o maior exemplo do renascimento da folk music nos últimos anos. Os cinco componentes têm como bastião a busca pela harmonia musical – e o objetivo é alcançado com a voz de Robin Pecknold, as melodias simples e os temas bucólicos das canções. O som do grupo de aproxima de bandas contemporâneas como Band of Horses e Iron & Wine.

Ouça agora: ‘White Winter Hymnal’ e ‘Tiger Mountain Peasant Song’.

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3. The War On Drugs – Wagonwheel Blues

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O quê: Quinteto de folk rock da Filadélfia, o The War On Drugs lançou um ótimo álbum de estréia em 2008. O disco tem toques de noise rock e claras influências de Bob Dylan e Bruce Springfield.

Ouça agora: ‘Buenos Aires Beach’ e ‘Arms Like Boulders’.

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4. TV On The Radio – Dear Science,

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O quê: Quarto disco da banda de rock experimental de Nova York que se firmou como uma das mais importantes do cenário independente desta década. A música do grupo tem nuances eletrônicas, e referências a estilos como o funk, o pós-punk e o shoegazing.

Ouça agora: ‘Lover’s Day’ e ‘Dancing Choose’.

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5. Conor Oberst – Conor Oberst

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O quê: Um dos maiores compositores contemporâneos lançou seu primeiro álbum “solo” desde que estourou com o indie folk do Bright Eyes. “Solo” porque Oberst foi acompanhado pela Mystic Valley Band – banda que gravou o disco com o cantor em um vale místico no México.

Ouça agora: ‘Cape Canaveral’, ‘Get-Well-Cards’ e ‘Lenders In The Temple’.

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6. Marnie Stern – This Is It And I Am It And You Are It And So Is That And He Is It And She Is It And It Is It And That Is That

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O quê: O título quilométrico é do segundo disco dessa ótima guitarrista americana de rock experimental. Aos 31 anos, Marnie Stern toca solos sensacionais e canta agressivamente, mesmo quando as letras são suaves (e sem muito sentido).

Ouça agora: ‘Prime’ e ‘Transformer’.

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7. Born Ruffians – Red Yellow and Blue

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O quê: Um trio canadense de puro indie rock. Muita gente comparou o estilo do grupo ao do Vampire Weekend, mas, de primeira, o disco lembra a estréia do Clap Your Hands Say Yeah, em 2005.  Vale a referência pelo vocal esganiçado e pelas melodias que se aproximam do power pop.

Ouça agora: ‘Little Garçon’ e ‘I Need A Life’.

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8. Department of Eagles – In Ear Park

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O quê: Um disco genial da dupla encabeçada por Daniel Rossen, líder do Grizzly Bear. Esse álbum do Department of Eagles (teoricamente o terceiro da banda) tem um quê de experimental, mas é tão acessível quanto qualquer álbum de rock alternativo. A sonoridade gótica e as melodias freak-folk são a base de canções destinadas a se tornarem clássicas.

Ouça agora: ‘No One Does It Like You’ e ‘Around The Bay’.

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9. The Dodos – Visiter

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O quê: Ninguém poderia ter criado uma definição sonora melhor para o estilo psych-folk. O trio de São Francisco liderado por Meric Long captou em som uma verdadeira atmosfera de caos. A percussão acelerada, os instrumentos que parecem tocados por impulso e o vocal sereno parecem nunca estar no mesmo compasso. Mas é só entrar no clima pra perceber que é no caos que se forma a parte mais interessante da harmonia.

Ouça agora: ‘Walking’ e ‘Red and Purple’.

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10. The Ruby Suns – Sea Lion

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O quê: O som do grupo neozelandês tem todo o jeitão de um indie pop sofisticado, mas o estilo do The Ruby Suns é mais elaborado do que isso. As melodias estão longe do estilo fofinho das bandas convencionais de twee e têm na raiz a diversidade da world music. Pra provar isso, vale até cantar em Māori, língua indígena falada na Nova Zeândia.

Ouça agora: ‘Tane Mahuta’ e ‘Oh, Mojave’.

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11. Little Joy – Little Joy

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Ouça agora: ‘The Next Time Around’ e ‘Brand New Start’.

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12. Bon Iver – Bon Iver

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Ouça agora: ‘Skinny Love’ e ‘For Emma’.

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13. Noah And The Whale – Peaceful The World Lays Me Down

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Ouça agora: ‘2 Atoms In A Molecule’.

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14. Titus Andronicus – The Airing Of Grievances

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Ouça agora: ‘Fear And Loathing In Mahwah, NJ’.

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15. She & Him – Volume One

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Ouça agora: ‘Why Do You Let Me Stay Here?’ e ‘I Was Made For You’.

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16. Lykke Li – Youth Novels

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Ouça agora: ‘Dance Dance Dance’ e ‘I’m Good, I’m Gone’.

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17. The Very Best (Esau Mwamwaya & Radioclit) – The Very Best Mixtape

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Ouça agora: ‘Cape Cod Kwassa Kwassa’ e ‘Kamphopo’.

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18. Scarlett Johansson – Anywhere I Lay My Head

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Ouça agora: ‘Anywhere I Lay My Head’ e ‘Falling Down’.

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19. Blitzen Trapper – Furr

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Ouça agora: ‘Furr’.

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20. Hercules and Love Affair – Hercules and Love Affair

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Ouça agora: ‘Blind’.

MySpace

As 15 melhores canções de 2008

1. Bon Iver – Skinny Love

2. Born Ruffians – Little Garçon

3. Department of Eagles – No One Does It Like You

4. Hot Chip – Ready For The Floor

5. Hercules and Love Affair – Blind

6. Conor Oberst – Cape Canaveral

7. Vampire Weekend – Cape Cod Kwassa Kwassa

8. TV On The Radio – Lover’s Day

9. Little Joy – The Next Time Around

10. Fleet Foxes – White Winter Hymnal

11. Black Kids – I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You

12. Lykke Li – Dance Dance Dance

13. Be Your Own Pet – Becky

14. Sigur Rós – Gobbledigook

15. MGMT – Time To Pretend

As maravilhas do posicionamento

Mallu Camelo

Discos da Mallu Magalhães e do Marcelo Camelo, lado a lado no caixa da Livraria da Travessa.

Melhores do ano: o mashup

Sei que meus três leitores estão mergulhados na era da informação, que lêem todos os blogs e sites gringos pra ficarem sabendo das tendenças da música antes de todo mundo e que, agora, estão chafurdando nas milhares de listas de “melhores do ano” que encontraram por aí.

Mas não se preocupem! Em momento de puro ócio do calor carioca, movido por uma curiosidade patética e com a ajuda do Excel, fiz um mashup das listas de melhores álbuns do ano dos seus sites favoritos. O ranking foi montado com os 20 melhores de Pitchfork, Spin, NME, Rolling Stone, Uncut, Mojo, Q, Blender, Paste, Gorilla vs. Bear e I Guess I’m Floating. O primeiro colocado ganhava 20 pontos, o segundo recebia 19 e assim sucessivamente, até o vigésimo, que levava um ponto.

Vale dizer que Fleet Foxes e TV on the Radio disputaram a liderança pau a pau, mas ficaram disparados na frente dos outros. Vampire Weekend veio firme em terceiro lugar, também milhas à frente de Bon Iver e dos demais.

Gosto não se discute, mas se mistura. O resultado foi essa bagunça…

1. Fleet Foxes – “Fleet Foxes”

2. TV on the Radio – “Dear Science,”

3. Vampire Weekend – “Vampire Weekend”

4. Bon Iver – “For Emma, Forever Ago”

5. Lil Wayne – “Tha Carter III”

6. Portishead – “Third”

7. Santogold – “Santogold”

8. Nick Cave & The Bad Seeds – “Dig!!! Lazarus Dig!!!”

9. Glasvegas – “Glasvegas”

10. Kings of Leon – “Only By the Night”

11. Deerhunter – “Microcastle”

12. Coldplay – “Viva La Vida”

13. Erykah Badu – “New Amerykah Part One (4th World War)”

14. Elbow – “The Seldom Seen Kid”

15. Hot Chip – “Made in the Dark”

16. MGMT – “Oracular Spectacular”

17. Sigur Rós – “Með suð í eyrum við spilum endalaust”

18. My Morning Jacket – “Evil Urges”

19. The Hold Steady – “Stay Positive”

20. Girl Talk – “Feed The Animals”

Melhores shows do ano

1) Gogol Bordello @ TIM Festival (Rio de Janeiro)

Daigo Oliva / G1

2) Bob Dylan @ Rio Arena (Rio de Janeiro)

AFP

3) The Breeders @ Planeta Terra (São Paulo)

Daigo Oliva / G1

4) Sonny Rollins @ TIM Festival (Rio de Janeiro)

Mateus Mondini / G1

5) Animal Collective @ Planeta Terra (São Paulo)

Daigo Oliva G1

6) Jesus and Mary Chain @ Planeta Terra (São Paulo)

Mateus Mondini / G1

7) Klaxons @ TIM Festival (Rio de Janeiro)

Daigo Oliva / G1

8) Justice @ Circo Voador (Rio de Janeiro)

Bruno Boghossian / Sub Som

9) Kaiser Chiefs @ Planeta Terra (São Paulo)

Mateus Mondini / G1

10) Spoon @ Planeta Terra (São Paulo)

Bruno Boghossian / Sub Som

Também foi o ano em que eu perdi R.E.M. e The National. Acontece…

Espírito de Natal

comic

What tells a great story on the web? Is it video? Is it pictures? Do you need to use text? The recent developments of the web and the way we have been making journalism nowadays have showed us that there are a lot of different ways to succeed on this task. On this last assignment of the Knight Center’s Journalism 2.0 course, I will talk about three examples of multimedia coverage on the web and that will hopefully (start to) answer these questions.

1) Mexico’s Drug War, Los Angeles Times

I found out about this special coverage of Mexico’s Drug War on the Los Angeles Times this week, completely by accident, but I have to admit it’s one of the best multimedia pages I’ve ever seen.

First of all, it’s a very good page, visually. It gives you a lot of information on the front page, without the need for a lot of text. If the reader wants to read more about the subject, he can take a look on the time line on the bottom of the page to access all the stories the paper’s reporters have written since June.

The multimedia section has a few videos and pictures about the subject, which adds a lot to the coverage, although you can’t really tell what they mean until you click on them, because there are no captions on the thumbnails. The interactive map gives you a profile on the major players and shows where the deaths have occurred. On the downside,you can’t actually interact with it on the front page. You need to click on the map to access the proper feature.

Anyway, this site is noteworthy because the newspaper gives special treatment on the web to a subject that’s been practically ignored by the mainstream media in the United States. Drug-related violence has been happening for a long time in neighbouring Mexico and the death toll from the last two years is reaching 7,000.

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2) The Debt Trap, The New York Times

The Debt Trap special series by The New York Times is a different approach to multimedia coverage. It was originally a print series and you can read some articles on the web to how people have become indebted. This multimedia package is nothing more than an index to the text, the video and the audio that was produced for this series.

If you click on the Series Index link on the bottom of the page, you can access some very interesting material, such as articles, interactive time lines, videos, pictures and a debt calculator. What’s different in this page is the “slide show presentation” format. It’s a series of one-sentence screens with some highlighted words that link to each of the features. Unfortunately, it’s not very clear how it works, so the user might give up on it.

The most interesting section, in my opinion, are the videos. In a series that intend to tell stories about people who are indebted, it’s essential to use videos of these people and The New York Times does it brilliantly.

mmnyt3) The Sayre Fire, Los Angeles Daily News

I was glad to see that the Los Angeles Daily News created The Sayre Fire multimedia package, because I’ve always thought that if a subject is visually interesting, its coverage must have a special treatment. When I accessed the package, though, I was a bit disappointed, because the paper didn’t publish many pictures of the fire. I don’t think they explored this side of the news very well.

The home page for the coverage is also not very attractive. The text gives you important information, but it’s visually dull, all in the same font size and color.

What makes this package good (or actually part of it) is the video section. I think this kind of tragedies may be very emotional to the victims and videos are the best way to show this emotion to the readers/users. I found it interesting that they used unedited videos, because it takes people walking through where their houses used to be and let them tell their whole stories. It shows that editing is not mandatory.

The newspaper also has a great set of aerial pictures of the fire sites. We can see the smoke and how the park looked like after the fire hit the houses.  I just thought they could have made it better by using images from Google Earth to compare how the place used to be before the fire and how it looks now.

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Breaking news!

As I’ve learned on my Journalism 2.0 course, writing headlines for the Internet is not the same as writing them for newspapers. The amount of information on the web is so large that editors must find a way to attract the attention of readers and also use the right keywords so the page is “found” by search engine robots.

In a nutshell, the tips are: use conversational language; think about the keywords you would use if you were Googling for that story; and don’t be boring. Here are some examples of headlines in which journalists actually succeeded in this task and some links for failed attempts.

Good headlines

In 30 days, half a million Americans lost their jobs – G1 (I don’t have the link for that one anymore)

I thought this one was really good, because it was so much better than all the other ones saying: “Unemployment hits x% at the US” or “The American economy lost 500,000 jobs in November”. It’s much bolder.

Can Sean Penn win Besct Actor Oscar? – CNN.com

I know headlines with questions might not be that interesting, but in a arts & culture story, it works because it makes the reader think, try to answer the question and be interested in what the author has to say.

North Dakota asks, what recession? – New York Times

Great example of informality and conversational language. And a great story too.

A job disappears, and so does health care – New York Times

Simple and direct headline for a story about Americans suffering without health care now that they’ve lost their jobs.

Obama will open America’s vault – O Globo

Another good example of a bold headline. It gives you the information, but not the usual (boring) way.

Bad headlines

12 thousand supporters will “invade” Brasília to watch the championship’s “final match” – G1

If you need to use quotes twice, then maybe your headline isn’t too good and informative.

Bush may tap unused $$ – Fox News

Okay, maybe you can go too far with the conversational language tip.

3, 2, 1… Missile Shield Test a Success – Fox News

What missile shield test? When? Who?

The birth of a myth – El País

It was actually about Christie’s selling some Marilyn Monroe pictures, but neither the headline nor the subtitle mentioned the actress’s name.

Pilots must be held responsible, says congressman – iG

There was actually some more information over the headline about the case, which let the readers know it was about the Gol-Legacy accident, but the headline needed more information.

Page turners on the web

Now I’ve got another assignment from that Journalism 2.0 course I mentioned before. We’re supposed to discuss the importance of blogs for Journalism and we have to list the three blogs we like the best. I admit that I’m inclined to talk about my three favorite music blogs, but I don’t think that’s the goal of this discussion. So I’m gonna make two lists, so I can talk about some serious stuff too.

Music blogs

I absolutely love music and I think that sometimes this subject doesn’t get the attention it deserves on the mainstream media. As a matter of fact, it’s not even a question of attention, but a problem of space and personnel, it’s not interesting for newspapers and TV stations to dedicate their resources to cover a subject that not many people are interested in. That’s why I think it’s essential for me to read as many music blogs as I can to find out about new artists, new releases and even to read music news.

Stereogum is one of the most respected music blogs in the world. I rad it everyday because they’re always up to date with the news releases, new videos and they talk about new bands that you should be watching.

stereogum

MBV is a relatively new music blog that was created by the founders of other well-known websites and record labels. They publish a huge amount of mp3 from new artists, which is great if you’re looking for new music.

mbv

Gorilla vs. Bear is also very respected. I enjoy their reviews of albums and live concerts, as well as their ability to discover some rarities recorded by indie bands, like weird covers etc.

gvb

Now the “serious stuff”

Josias de Souza is a very important politics reporter from Folha de S. Paulo and he has this very interesting blog in which he publishes scoops and exclusive stories from our nation’s capital. It’s been a great source of information for me, since I’ve been covering politics for almost four months now.

josias

Desculpe a Poeira is Ricardo Lombardi’s blog. He’s an experienced Brazilian journalist who writes about interesting articles and stories that he finds on the web. It has everything, from travel tips and restaurant reviews from New York Times to bizarre stories from Israeli newspapers.

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City Room is New York Times’ NY/Region blog. I really enjoy reading it, because New York is such an incredible city and also because this blog is a great example of local news reporting on the Internet.

cityroom

I’ve been taking this four-week distance learning Journalism 2.0 course from the Knight Center for Journalism in the Americas – a training program from the University of Texas at Austin. The course is about discussing the benefits of the information age and also about learning how to use tools provided by the Internet to help our reports and researches.

This week, they asked the students to start using RSS feeds and writing their impressions on their blogs. The initials stand for Really Simple Syndication and it’s a tool that allows users to subscribe to news feeds from various websites and be notified when something new has been posted or published.

RSS

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Mark Ronson / Divulgação

Em 2003, Amy Winehouse era uma apenas mais uma cantora medíocre, com um disco qualquer na praça e que certamente seria esquecida em uma questão de anos. Foi exatamente o que aconteceu. Três anos depois do lançamento de “Frank”, a artista estava no buraco e continuaria lá se não tivesse sido resgatada por Mark Ronson - DJ britânico que começou tocando em festas de Nova York por alguns trocados e se transformou, aos 32 anos, em um dos produtores musicais mais respeitados da atualidade.

O álbum de estréia de Amy mostrava uma cantora que forçava floreios na voz para tentar ser descoberta. As faixas do disco eram carregadas de um jazz de supermercado, cheiravam a canções natalinas e deixavam clara a falta de personalidade da artista. Amy Winehouse poderia ter sido mais uma Corinne Bailey Rae (bonitinha, mas ordinária) se não tivesse passado pelas mãos de Ronson.

A parceria com o produtor praticamente remoldou a artista. Sua voz ficou mais sombria e mais controlada, e o pseudo-jazz se transformou em soul, remetendo ao estilo dos anos 50 e 60. O toque talentoso de Ronson em “Back to Black” (2006), além dos episódios envolvendo álcool, drogas pesadas e um marido criminoso, transformaram a cantora sem sal no maior fenômeno da música pop dos últimos anos.

O sucesso do segundo disco de Amy foi o cartão de visitas que Ronson precisava para se firmar como um produtor de sucesso estrondoso. “Rehab” se tornou um hit instantâneo, que rendeu milhões de dólares a ele e à cantora. De quebra, Ronson ainda ganhou três prêmios na última edição do Grammy: produtor do ano (por “Back to Black”), melhor álbum pop vocal (pelo mesmo disco) e gravação do ano (por “Rehab”).

Nascido em Londres, Mark Ronson se mudou para Nova York com a família aos oito ainos. Ele estudou teoria musical na New York University e começou a trabalhar como DJ em festas de hip-hop da cidade, recebendo 50 dólares por noite. Seus sets ecléticos, influenciados pelo funk, pelo soul e pelo rock britânico fizeram com que ele se tornasse um dos nomes mais respeitados da cidade. Ronson conseguiu receber até a bênção de Bob Dylan depois que remixou “Most Likely You’ll Go Your Way (And I’ll Go Mine)”.

A primeira empreitada do DJ como produtor foi em 2001. O empresário da cantora nipo-americana Nikka Costa se impressionou com os sets de Ronson e o contratou para trabalhar no primeiro álbum da artista, “Everybody Got Their Something”. As vendas foram um fracasso, mas o britânico não desistiu. Ele conseguiu estourar depois que produziu “Alright, Still”, álbum de estréia da britânica Lily Allen. Nesse caso, também teve o papel de “inventar” a cantora. Allen ainda não tinha contrato e mandou uma fita demo para Ronson, que a convidou para trabalhar com ele. Depois de gravado o disco, o single “Smile” chegou quase imediatamente ao primeiro lugar das paradas britânicas, em julho de 2006.

No ano passado, Ronson lançou “Version”, um álbum de covers que vendeu mais de meio milhão de cópias, principalmente graças ao single “Valerie”. O cover da canção da bandia indie britânica The Zutons, cantado por Amy Winehouse, chegou ao segundo lugar das paradas do Reino Unido – desempenho melhor do que qualquer outra canção lançado por Amy.

Além de Winehouse, “Version” teve a participação de artistas como Santogold, Robbie Williams, Kasabian e Lily Allen. Por causa do grande número de medalhões, alguns críticos descreveram o álbum como “nada além de um caça-níqueis”. Foi o segundo álbum que lançou como DJ/produtor. O primeiro, carregado de hip-hop, recebeu boas críticas, mas teve um desempenho inexpressivo nas lojas.

Atualmente, Ronson trabalha na produção do terceiro álbum dos também ingleses Kaiser Chiefs. Assessores de Amy Winehouse também disseram que ela e o produtor já estão trabalhando no próximo disco da cantora-problema. Depois da transformação que conseguiu fazer entre “Frank” e “Back to Black”, Mark Ronson não vai precisar se esforçar muito para produzir mais um grande sucesso. Isso se o álcool, as drogas pesadas e o marido criminoso não acabarem com a carreira de Amy. Resta saber se Ronson também vai conseguir resgatá-la desse buraco.

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Pela primeira vez desde que foi criado, em 2002, o festival de Bonnaroo, nos Estados Unidos, não conseguiu vender todos os 80 mil ingressos que estavam disponíveis. “Foi por pouco”, disse Rick Farman, um dos fundadores do evento. “Até ficamos felizes, levando em consideração a economia e o preço da gasolina”. O festival de Coachella, que é um dos eventos de música alternativa mais respeitados do mundo, também sofreu: teve queda nas vendas pela primeira vez em muitos anos.

Coachella

A explicação dos empresários é simples: o Bonnaroo acontece na cidade de Manchester, no interior do Tennessee, e o Coachella em Indio, no deserto da Califórnia. As duas cidades ficam relativamente longe dos grandes centros urbanos e muitos fãs acharam caro demais encher o tanque para dirigir até lá.

A alta do combustível é uma preocupação real para os organizadores de shows no país. A venda de ingressos para grandes eventos diminuiu em junho, de acordo com Randy Phillips, presidente da AEG Live – empresa promotora de shows. “Minha preocupação é com o futuro. Ouvi dizer que o petróleo deve chegar a US$ 200 por barril e se isso acontecer, eu não sei qual o impacto que vai ter no setor”.

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Depois de um longo, longo inverno, quase três anos depois de “You could have it so much better”, os queridinhos do Brasil do Franz Ferdinand preparam o lançamento do terceiro álbum da banda, diz o site Pitchfork. Por enquanto, nada de nome, nada de set list. Só a promessa – e só pra janeiro de 2009.

Em setembro de 2006, pouco depois dos últimos shows no Brasil, a banda começou a trabalhar na composição das novas canções e agora está em fase de gravação, como mostram algumas fotos no site oficial do quarteto.

Aliás, quem tem o costume de visitar a página já deve ter ouvido, na seção “Music”, trechos intrigantes do que seriam as bases de algumas das novas faixas, que aparecem com os nomes de “Blessing”, “Tradition”, “Trigger 7″, “Trigger 8″, “Ulysses” e “Turn it on”. Esta última já é tocada em shows há algum tempo e aparece em muitos registros de fãs no YouTube, como mostra o video abaixo.

Enquanto grava/mixa o novo álbum, o Franz Ferdinand faz uma série de apresentações-indies em pequenas casas de shows do Reino Unido e do resto da Europa. Hoje, a banda toca no megalomaníaco Glastonbury Festival – show que foi anunciado só ontem, de última hora, mesmo. Gente cool é outra coisa, né?

Confirmado!… pero no mucho

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A galera indie rock do meu Brasil com certeza se lembra que Broken Social Scene, Futureheads e Vampire Weekend estavam confirmados para apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo, no fim de agosto, no Indie Rock Festival. Segundo consta, a informação apareceu primeiro no Pollstar, (site-deus que reúne informações sobre shows e turnês) e embarcou numa espécie marketing viral pela internet depois que o guru Lúcio Ribeiro reproduziu a informação no blog. Confirmado, galera! Confirmado!

Sí, pero no mucho. Hoje, o próprio Lúcio precisou dizer que a coisa não é bem assim, não é o que você está pensando. Teve que escrever que o “Indie Rock Festival pode mudar sua programação na próxima segunda-feira”. Coisa comum no mundo virtual, do show business e tudo o mais. Às vezes, é preciso dizer que as coisas mudaram.

The FutureheadsO que importa mesmo é que os únicos artistas dessa leva do IRF que confirmaram presença no Brasil são os ingleses do Futureheads. Coisa de site oficial! Alô, povão, agora é sério! A banda deve se apresentar no Rio no dia 29 de agosto e em São Paulo no dia seguinte, dentro do festival.

Já a assessoria de imprensa dos americanos do Vampire Weekend, procurada pelo Sub Som, não confirmou – nem desmentiu – a informação de que a banda poria os pés em terras tropicais. Nessa terra de ninguém-é-fonte, quem quiser pode manter as esperanças. O site da banda indica que o VW ainda não tem shows marcados perto dos dias 29 e 30 de agosto.

O mesmo vale para a superbanda canadense Broken Social Scene. O último show anunciado na atual turnê da banda acontece no dia 24 de agosto e há quem diga que a promessa de trazer os músicos é relativamente antiga – seria do começo do ano.

Resta agora saber o que vem por aí nos próximos capítulos. Quem não quiser se desiludir com reviravoltas nessa trama pode se agarrar a promessas certas – com data definida – como, por exemplo:

- Conor Oberst (o Bright Eyes) toca com a Mystic Valley Band em São Paulo nos dias 16 e 17 de julho;
- o Muse se apresenta em palco carioca no dia 30 de julho e no dia seguinte na capital paulista;
- os franceses do Justice estarão no Rio no dia 26 de setembro e no Skol Beats, em São Paulo, no dia 27.

O novo videoclipe?

Blog francês reinventa o videoclipe gravando apresentações de bandas na rua, em bares e em apartamentos

The Shins

Músicos do The Shins gravam vídeo nas ruas de Paris

Andar pela sua cidade e cruzar com os músicos do The Shins tocando ao ar livre, sem microfones e amplificadores, não é uma cena nada comum. Parece ainda mais improvável se espremer em um elevador junto com nove músicos do Arcade Fire, enquanto a banda toca uma versão única de Neon Bible.

Mas no mundo dos franceses do La Blogotheque, esse tipo de coisa costuma acontecer com freqüência. Os responsáveis pelo site criaram há pouco mais de dois anos o projeto Concerts à Emporter – uma série de video podcasts com apresentações musicais gravadas ao vivo, no meio da rua, em cafés ou em qualquer outro lugar. O resultado são performances um tanto excêntricas, em condições e ambientes inusitados.


Arcade Fire – Neon Bible & Wake Up (Concerts à Emporter)

Foi exatamente isso que os blogueiros franceses conseguiram quando colocaram em prática o devaneio louco de gravar um desses vídeos com os canadenses do Arcade Fire. A apresentação foi tão excêntrica quanto a própria banda: os músicos batucavam no teto do elevador da casa de shows Olympia, em Paris, e faziam uma espécie de percussão rasgando as páginas de uma revista.

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O site francês La Blogotheque amplia o conteúdo descontraído, criando vídeos feitos com bonecos e tramas ridículas para interpretar canções conhecidas

Piticlip - Sharon Jones

O La Blogotheque tomou gosto pelos video podcasts excêntricos e resolveu fazer uma segunda empreitada nessa área. Os franceses desenvolveram um projeto com videoclipes criados por eles mesmos para trechos de canções de artistas como Architecture in Helsinki, The Most Serene Republic e Panda Bear.

Mas o que faz do Piticlips um projeto diferente? Eles usam bonecos e fazem animações em stop-motion e montagens cretinas para contar histórias. Bem no estilo descontraído do blog.


Sharon Jones & The Dap-Kings – Let Them Knock (Piticlip)

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